Pílulas Agridoces
Ao contrário das pílulas comuns que a gente engole com água, essas saem. Agridoces como eu.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Sense and Sensibility
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
I’m (in) London
"Take a deep breath and dive
There's a beautiful mess inside
How can you stay outside?
There's a beautiful mess
Beautiful mess inside"
(Far Far - Yaël Naïm)
Londres não é a garota mais popular e linda da escola, como Paris. Não é liberal como Amsterdam, nem sensual e colorida como Barcelona. Na verdade, sua fama é de ser cinzenta, sisuda, educada, mas fechada. Com um ar de antiga e um “que” de tradicional, representada por sua família real, construções antigas e museus. À primeira vista, é o que você vê de cima de um ônibus de turismo num feriado. Contudo, para quem tem tempo (e o privilégio) de conhecer mais do que seus pontos turísticos, ela mostra seu lado vibrante, moderno que, sim, convive nesse mesmo espaço, nesse mesmo corpo. Um corpo que abriga gente de tudo quanto é lugar, de tudo quanto é jeito.
Talvez não seja tão fácil se apaixonar por ela de cara. É preciso se dedicar a conhecê-la um pouco mais, ver mais do que o aparente caos organizado que ela apresenta. Ao se dispor a enfrentar o dia nublado e a garoa fina, sempre encontrará um lugar que te acolherá, com a sua cara. Sim, se transpassar a tal casquinha de frieza, descobrirá que ela esconde lugares incríveis que parecem que são só seus. E são mesmo.
Valerá a pena, prometo. Sua beleza é peculiar, para aqueles que vêm além...
sábado, 12 de novembro de 2011
Happiness

Ladies and gentlemen, hoje foi um daqueles dias em que me senti uma otimista. Caso raro, quem me conhece, sabe. Enquanto caminhava pelo Thames Path, eleito meu lugar favorito para pensar na vida, rolou uma epifania. Estou me sentindo feliz. O melhor é que não é aquela felicidade plena, continuo não acreditando nela, por mais otimista que um dia eu acorde. Para mim, esse é o tipo de felicidade que se espera ao ganhar na loteria sozinha e encontrar o príncipe encantando (ao mesmo tempo, é claro). Ou seja, é algo pra correr atrás como ratinho na rodinha dentro da gaiola.
Não, alcancei aquela felicidade que se sente num dia comum, aquela que existe apesar da falta, da adversidade, da incerteza. Aquela que não vem acompanhada da segurança e, por isso mesmo, é mais livre. Quando percebi isso, deu até vontade de chorar.
E, para quem ainda me pergunta se me arrependo de ter vindo, posso dizer, com certeza, que não. Qualquer medo se esvaziou com o fato de que sinto uma felicidade que há muito tempo não sentia e, por um período, achei que nunca mais sentiria. Aquela que dá vontade de chorar, porque é real. Aquela que não depende de ter tudo o que quer, mas de se sentir bem e em paz, apesar dos pesares. Aquela que talvez não seja para sempre como nos contos de fadas, mas é memorável.